sábado, 25 de março de 2017

FRUTAS DA MINHA INFÂNCIA










JENIPAPO


Na árvore desconforme,
de pele cinza, enrugado,
soturnamente, ele dorme
no galho dependurado.
Reina assim o jenipapo,
fruta gostosa da infância,
com toda sua substância,
para nutrir todo o papo
daqueles que, iguais a mim,
saboreiam o seu sumo.
Pois, neste soneto assumo,
e brindo com um tintim,
               a sua existência, oh, fruta
               que meu paladar desfruta.

Miguel de Souza

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